quinta-feira, 13 de novembro de 2008

James Bond e sua música não são mais os mesmos

Pelo menos é o que dizem as críticas sobre o novo filme Quantum of Solace, o 22º segundo da série do mais famoso agente secreto do cinema. Pela primeira vez, o personagem interpretado pelo britânico Daniel Craig não diz a célebre frase “My name is Bond, James Bond”. Além disso, o longa é considerado o mais violento de todos, com a perda do “bom e velho” charme do protagonista, famoso pela lábia com as mulheres e pela elegância envergada em seu tuxedo. A música-tema  do filme, no entanto, é o que causa mais controvérsias nos debates around the web: será “Another Way to Die”, composta pelo White Stripes Jack White, digna de uma label como 007?

Os dois casais de Quantum of Solace: Crig e Kurylenko, Keys e White.

Minha sede pela abertura de créditos dos 007’s (algo que compartilho com a Gabi), me fez ouvir a música assim que foi lançada – o filme, verei nos próximos dias. Acompanhando um retrospecto das duas músicas-tema anteriores, percebe-se uma grande mudança de estilo. Assim como no próprio agente (e não me atenho somente à mudança do ator) e no roteiro dos filmes.

Confira o clipe de Madonna - com seu périgon - encarando o próprio Bond (levando muita porrada), aqui.

Não adianta. Gosto da música, mas isso não significa que ela represente bem o filme, que já não gosto tanto. “Um outro dia para morrer” foi, para mim, um tanto nonsense, além de extremamente futurista, efeitos especiais desnecessários, algo que não casa com o próprio agente James Bond. Ele faz o filme: não precisa de coadjuvantes digitais. Já a música traduz bem a “modernidade” (em seu termo não sociológico). Adoro as cordas, os sintetizadores que remetem a essa fase “quero salvar o mundo” do Bond. Talvez a proposta do filme não tenha sido das melhores, o que afeta diretamente a proposta da própria música.

No seguinte, Cassino Royale, já com Daniel Craig dirigindo o Aston Martin, quem embala a abertura (amada por mim e por Gabi LOUCAMENTE) é Chris Cornell, ex Soundgarden e Audioslave, com a ótima “You Know My Name”. 

Clipe da música, com Chris Cornell, aqui.

Achei a cara da história, uma das melhores, na minha opinião. Me lembra um romance cheio de aventuras e decepções: o enredo principal do longa, o Bond apaixonado (O_O). A voz do Chris Cornell é incrível, é A música. A mesma voz, no entanto, não é a marca da música-tema do filme que estreou no último dia 07 (embora a quantidade de gritos dos cantores).

Mesmo contando com a cantoria de Alicia Keys, o que chama a atenção em “Another Way to Die” é a atmosfera criada com o piano forte, a guitarra característica do Stripe e os marcantes metais na base menor da música. Muitos classificaram-na como abaixo do “nível Bond”. Só não casaram o tom da música com o tenso de Quantum of Solace.


De volta às mulheres na abertura, mesmo de pixels. Um quê de anime.

De acordo com o roteiro do filme, é a história mais sombria do agente secreto, onde ele está mais p*to do que nunca (saudades do Sean Connery) Pudera: é a continuação do filme anterior (sem spoiler pra quem não viu) – o que muitos ainda não entenderam. 

A atmosfera criada para o filme, com a música, é fantástica: se Jack White quis passar algo mais dark, misterioso a alguém (mesmo que seja só uma pessoa no mundo, nesse caso, a que vos fala), conseguiu. De forma um tanto confusa, confesso. Quanto à qualidade, acho ótima. O clipe... não é grande coisa. (memo: cadê a versão-vingança da Amy Winehouse?) No mais, nada que desmereça o trabalho e a produção de Jack White.

Óbvio que todo o charme das grandes vozes dos temas, do champagne, do Bond moreno, das engenhocas está somente nos históricos filmes da série, em technicolor. Hoje, a coisa é outra: explode aqui, pegação ali, emputecimento acolá. Saudosos são os tempos do Connery e dos grandes compositores dos temas de seus filmes!

Veja as mudanças em algumas aberturas de 007 ao longo dos anos: Tomorrow Never Dies ; Golden Eye ; The World is not Enough ; From Russia With Love ; Goldfinger ; You Only Live Twice; Thunderball; Live and let die.

5 Told us something new!:

Carla disse...

Tb amo a abertura de Cassino Royale cantada pelo Cornell!
E, ao que se propõe, essa nova abertura é ótima! Totalmente integrada a atmosfera do filme.
Adorei o post!

;*

darsh. disse...

Ai gostei muito do post também, afinal é sobre 007 :)
Não que eu seja fã declarada de toda a série, até porque nunca assistir os antigos, e só vi alguns com o Pierce Brosnan. Mas acontece que fiquei apaixonada quando fui ao cinema assistir Casino Royale. Achei um filme de ação perfeito, a música do Cornell perfeita também, e aquele final dando um gostinho de quero mais me fez esperar ansiosamente por DOIS ANOS o Quantum of Solace. Fui na estréia, gostei do filme, mas não tanto quanto Casino Royale. E também não gostei da música do White com a Alicia lá essas coisas (pode até ser, mas na abertura do filme, não gostei). O que decepcionou mais foi o filme durar 106min apenas. Mas tudo bem, valeu à pena. Daniel Craig era o ator que o personagem 007 precisava. Isso é fato.

Enfim, eu ia fazer um post sobre o filme, acho que com tudo que escrevi aqui em cima hahuahua

beijinhos

Ana C. disse...

caraaaaaca
'you know my name' é insuperável, ok.



mas não consigo deixar de gostar das guitarrinhas safadas de jack white. uma coisa meio suja, sei lá.

enfim... preciso ver esse filme a.s.a.p.


=D

- - -
moniquem, você coloca tanta referência nesses seus posts que o mozilla firefox fica LÔCO e rola na areia de tanta aba aberta. HUHAHAH

Gabriela Leal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriela Leal disse...

"you know my name" forever.

e daniel craig, idem.
[independentemente de comparações, mudanças de identidade, rebeldias exacerbadas...]

mas o sean... ah, o sean....

eu amo esse post loucamente!
:*