terça-feira, 28 de outubro de 2008

MGMT e The National encerram Tim Festival (considerações agigantadas!)

E daí eu acabei indo também no terceiro e último dia do Tim Festival aqui em Vitória. Dia mais concorrido do evento. Ingressos rapidamente esgotados. High expectations.

Mas nem achei essas coUsas todas.


Então o The National abriu. Daquele jeito, devagar quase parando. Não que isso seja ruim, mas se quer pagar de Joy Division, que faça direito. Ian Curtis deve ter se contorcido no túmulo com a comparação inevitável. Pior ainda foi o vocalista Matt Berning tentar encarnar O Morrissey ao cantar “Baby, we’ll be fine” que de cara já se assemelha com um dos meus hits mais queridos do Smiths pela repetição melancólica do trecho “I’M SO SORRY”, comum a ambas as músicas.

Morrissey é Morrissey e mexeu com ele, mexeu comigo! Um pouco de personalidade, nesse caso, viria bem a calhar.


O sofrido Matt e banda: I just don't know what to do with myself


O cara tem talento, foi super educado com a platéia, mas ficou evidente que ainda não encontrou seu próprio estilo de presença no palco. Vez ou outra, o clima ficava mais acalorado, mas foram raras as vezes que eu pude detectar um ápice emocional!

A própria banda, aliás, parece ainda não ter decidido quanto ao que deseja ser, afinal. A identidade ainda se mostra bem confusa. Mesmo assim, balanceando erros e acertos, eu não desacredito totalmente esses moços. Tenhamos calma.

Entre as vantagens que pude detectar na performance, por exemplo, está a boa vontade do violinista que, vez ou outra, também tocava teclado com destreza. Ele se destacou por algo que eu achei que faltou justamente no lead singer: ter dado sangue!

Um dos momentos mais inebriante do show (talvez o único que mereça mesmo menção, a meu ver, até porque questões pessoais! Hahahaha) foi muito por conta dele na arrepiante “About Today” (vejam um exemplo do desempenho aqui).


Today you were far away

and I didn't ask you why

What could I say

I was far away

You just walked away

and I just watched you

What could I say

How close am I to losing you?

Tonight you just close your eyes and

I just watch you slip away

How close am I to losing you

Hey, are you awake

Yeah I'm right here

Well can I ask you about today

How close am I to losing you?


[Parafraseando minha querida Ana, do Seriously... “MORRI”! *_*]


Bom, depois teve uma tentativa de causar no teatro e o vocalista resolveu se soltar, pulando entre as cadeiras e levando o pessoal à loucura! Mil flashes nessa hora. Fico com preguiça de uns momentos apelativos assim pra compensar a frieza da musicalidade. Mas, sabe... Deixa pra lá, um dia eles “se encontram” na proposta e acertam na fórmula.


Tipo o MGMT (aka “Management”) acertou - minimamente, não a ponto de fazer jus ao que prometia com seu álbum, mas ok. A banda pop-psicodélica nova-iorquina com certeza foi responsável por todo alarde em torno do encerramento do festival.


O MGMT fez uma farofada lisérgica e acabou agradando!


Quem esperava um lance mais “disco”, como eu, se surpreendeu com as guitarras mais pesadas (e muitos "uá-uás") na porção inicial do show, remetendo fortemente ao meu idolatrado hard rock, e também, por vezes, o progressivo PinkFloydístico. “Pieces of What” simbolizou bem essa levada, com uma slide guitar digna de parabéns.

Mas a hora de dançar foi mesmo a melhor: com “Electric Feel” e “Time to Pretend”, a platéia que já estava de pé antes mesmo da banda começar a tocar, se sentiu agraciada de verdade. Já era hora, porque custou um pouco a engatar o frenesi.


Destaque para os covers de "Girls Just Wanna Have Fun", da memorável Cyndi Lauper e do clássico "Purple Rain, do Prince" – que, ok, foi engraçadinho, divertido, mas no final, o vocalista parecia já estar tirando com a cara da platéia. Chutou o balde mesmo. Aliás, ele e sua calcinha skinny já estava o sarro personificado desde o início... O que mais poderia superar? O bêbado do tecladista, talvez?


Bom, fecharam o show com uma dose de ironia bacaninha e carregada de nostalgia. Até que deram conta do recado… E o povo saiu feliz da vida, afinal, o orgulho em ser cool muitas vezes implica ignorar certas babaquices e defeitos que acabam absolvidos pela “licença musical” alternativa.

Quem pode, pode, né.


*** Ah, em tempo: momento serviço do blog! ***


Quem é da Grande Vitória e porventura despencar aqui de pára-quedas, não perca o filme-concerto do Arctic Monkeys amanhã! O “Arctic Monkeys at The Apollo” é um registro do show de encerramento da última turnê da banda e vai ser exibido nesta quarta-feira simultaneamente em várias salas de cinema de todo o Brasil.


Cartaz do filme (Divulgação)


Aqui em Vitória, o Cine Jardins, em Jardim da Penha foi escolhido para a estréia.

O longa tem duração de 76 minutos e a sessão começa às 21h. Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).

Corre que ainda dá tempo de comprar!



7 Told us something new!:

Ana C. disse...

monte de gente querendo se aparecer + imprensa local, a.k.a, g*z*t* + indie rock + desfile de lencinhos palestinos, tênis brancos e sapatilhas + teatro pequeno = 3º dia do tim festival 2008.


sem mais.

Ana C. disse...

perdoa minha cabeça cansada e cheia de irritações...

esqueci-me de comentar sobre o the national... a musiquinha que vc colocou aí é a que toca em grey's anatomy. maravilhosa!

quanto ao mgmt, pieces of what é a mais legal. acho que já tinha falado isso antes...



beijo!

Gabriela Leal disse...

assino embaixo!

darsh. disse...

AHHHHHHHHHHHHHH
queria tanto ver o filme do arctic monkeys.

*-*

Mariana disse...

olha! não sabia que MGMT significava Management!=D

Ornella disse...

The National não conhecia. Assim, gostei da voz dele, achei um Coldplay mais inovado. Porém, é um show que não iria de novo. Destaque para os gêmeos que era bem bonitinhos! Hahahaha! :P

Quanto ao MGMT, "Quem esperava um lance mais “disco”, como eu, se surpreendeu com as guitarras mais pesadas" - Exatamente!
Amei, amei, amei, amei, amei (...)! Ponto alto do show foi, ao meu ver, da minha música preferida (Kids) até o final.

Obs.: Ana Cristina esqueceu que deu até Marimoon lá... Ninguém merece!

Ornella disse...

Ah, gostaria muito de ter ido assistir ao filme do Arctic Monkeys, mas passei mal. :(

Devem-nos um post sobre o mesmo, hein?