sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Opinião: The Fame - Lady GaGa.
Quer ouvir um eletro-techno-pop bem produzido e com qualidade? Ouça The Fame, álbum de début da cantora Lady GaGa. Confira meu post sobre ela aqui.
Lançado nos EUA na última quarta-feira 28, já conta com sucessos como "Just Dance" e "Poker Face", cujo clipe figura na lista dos 10 primeiros clipes do iTunes Top 100 Music Videos. Para uma iniciante pop, até que está de bom tamanho, não? Apesar de contar com muitas referências, a moça já expressa uma identidade própria e, digamos, cintilante e bem shock.
The Fame é um álbum, pra ser modesta, bem bom. Well-produced (Lady GaGa contou com a produção de RedOne, Space Cowboy, Martin Kierszenbaum e Rob Fusari) abusa dos sintetizadores, ritmos bem definidos, vocal marcado abusando de efeitos digitais (apesar de a voz de Lady GaGa ser deveras potente e aparecer bem natural em muitas faixas) e alguns recursos bem semelhantes à "Just Dance" (meio proposital a referência à música que abriu o caminho do sucesso da cantora).
Essa, portanto, é justamente a primeira faixa do álbum e o primeiro single da cantora. Dançante, marcante e que valoriza bastante sua voz. Como já disse, a música dita a linha para boa parte das faixas do álbum puxadas para o lado eletrotechnopop, na maioria das vezes com a mesma batida, com samples, backing vocal e sintetizadores em tons semelhantes. A faixa "Poker Face" é uma dessas que contém essas repetições. Será mais uma tentativa de construir a identidade? No início da música, me senti ouvindo um pouco de Double You, coleção "Top Surprise" e 7 melhores da Jovem Pan. Depois, é claro, de volta aos anos 80.
Em seguida, vem a faixa "Love Game", que rende um ótimo remix - mas que também se garante in natura. Em "Paparazzi", GaGa deixa a voz um pouco mais doce, com uma batida gostosa de ouvir. Aqui, noto mais um 90's, nessa cantoria - a música faz parte da trilha sonora da série "Gossip Girl", assim como *Update* a faixa "Poker Face". Aos 22 anos, ela ainda mantém uns resquícios de voz adolescente, que em nada atrapalha o resultado final. Na letra, a cantora brinca com a perseguição dos paparazzi, cantando uma música de tom kind of romantic, quase uma declaração de amor, em algo que não se trata em nada de uma relação amorosa. Divertido.
Em "Beautiful Dirty Rich", segundo single da cantora, há um piano bem-humorado marcando as passagens wanna-be-misterious na música. Soa pra mim como uma piadinha musical, como alguém que canta feliz por não ter dinheiro. Adorei os sintetizadores no refrão. Legal conferir o clipe: GaGa insere na parte technopop lalala a marca oitentista que sustenta no visual. Me lembra demais as músicas da Cyndi Lauper, não sei se é algo estritamente pessoal.
Na última faixa do disco, "Like it Rough", é notável a semelhança da batida com "What's On Your Mind", do Information Society. Mais anos 80, impossível. A sétima faixa, também título, "The Fame", pega uma guitarrinha safada (como diria um certo guitarrista aí), lembrando "Sex Drive" dos Stones.
Influenciada pela banda Queen, a cantora também produziu faixas puxadas para o poprock, como as ótimas "Summerboy", "Again-Again" (com uma levada de blues na batida, mas não passa disso) e "Brown Eyes", uma baladinha não tão romântica em virtude dos efeitos tttzzzzz - haja Pro Tools - na voz de GaGa. A faixa Eh Eh é uma música perfeita para a voz da Rihanna (será isso uma pena?), tanto pela parte vocal, tanto pelo ritmo. Algo que passa, quem diria, pelo reggae. Mas, com tanto sintetizador, o resultado final é mesmo uma música pop um tanto grudenta, mas que encontrará seu público.
Uma curiosidade do álbum é a faixa 8, que muda de acordo com o local de lançamento do disco. Na Europa, a música "Vanity" substitui "Money Honey", lançada no resto do mundo.
A impressão que se tem após ouvir The Fame é que Lady GaGa quis inovar, buscando referências. Quis fazer um som bacana dentro da proposta techno. É difícil achar músicas assim atualmente, que fujam da repetição do refrão e das puras batidas com um tema. Lady GaGa canta e faz dançar e cantar.
É possível perceber as claras influências do estilo 80's (confira o início de 'Boys, Boys, Boys'), aquelas batidas puxadas que dão vontade de vestir a polaina e bailar bastante. Som elétrico, enérgico, mas com uma pitada de nostalgia da época mamãe-me-teve. Um produto bem legal pra curtir sem procupações ideológicas, como eu diria. Vale a pena!
Interessou? Quer baixar? Vai no Orkut, procura a comunidade da Lady Gaga e procura pelo download. Disponibilizar esse link fez meu post ser apagado pelo Blogger no dia 03/11. Por um milagre do histórico do Mozilla consegui reaver o post e, magicamente, o mesmo foi repostado NO MESMO DIA QUE POSTEI ORIGINALMENTE. VAI ENTENDER ESSE BLOGGER MALUCO!!!!!!!!! (muitas exclamações e caps lock, alright).
terça-feira, 28 de outubro de 2008
MGMT e The National encerram Tim Festival (considerações agigantadas!)
Mas nem achei essas coUsas todas.
Então o The National abriu. Daquele jeito, devagar quase parando. Não que isso seja ruim, mas se quer pagar de Joy Division, que faça direito. Ian Curtis deve ter se contorcido no túmulo com a comparação inevitável. Pior ainda foi o vocalista Matt Berning tentar encarnar O Morrissey ao cantar “Baby, we’ll be fine” que de cara já se assemelha com um dos meus hits mais queridos do Smiths pela repetição melancólica do trecho “I’M SO SORRY”, comum a ambas as músicas.
Morrissey é Morrissey e mexeu com ele, mexeu comigo! Um pouco de personalidade, nesse caso, viria bem a calhar.
O sofrido Matt e banda: I just don't know what to do with myself
O cara tem talento, foi super educado com a platéia, mas ficou evidente que ainda não encontrou seu próprio estilo de presença no palco. Vez ou outra, o clima ficava mais acalorado, mas foram raras as vezes que eu pude detectar um ápice emocional!
A própria banda, aliás, parece ainda não ter decidido quanto ao que deseja ser, afinal. A identidade ainda se mostra bem confusa. Mesmo assim, balanceando erros e acertos, eu não desacredito totalmente esses moços. Tenhamos calma.
Entre as vantagens que pude detectar na performance, por exemplo, está a boa vontade do violinista que, vez ou outra, também tocava teclado com destreza. Ele se destacou por algo que eu achei que faltou justamente no lead singer: ter dado sangue!
Um dos momentos mais inebriante do show (talvez o único que mereça mesmo menção, a meu ver, até porque questões pessoais! Hahahaha) foi muito por conta dele na arrepiante “About Today” (vejam um exemplo do desempenho aqui).
Today you were far away
and I didn't ask you why
What could I say
I was far away
You just walked away
and I just watched you
What could I say
How close am I to losing you?
Tonight you just close your eyes and
I just watch you slip away
How close am I to losing you
Hey, are you awake
Yeah I'm right here
Well can I ask you about today
How close am I to losing you?
[Parafraseando minha querida Ana, do Seriously... “MORRI”! *_*]
Bom, depois teve uma tentativa de causar no teatro e o vocalista resolveu se soltar, pulando entre as cadeiras e levando o pessoal à loucura! Mil flashes nessa hora. Fico com preguiça de uns momentos apelativos assim pra compensar a frieza da musicalidade. Mas, sabe... Deixa pra lá, um dia eles “se encontram” na proposta e acertam na fórmula.
Tipo o MGMT (aka “Management”) acertou - minimamente, não a ponto de fazer jus ao que prometia com seu álbum, mas ok. A banda pop-psicodélica nova-iorquina com certeza foi responsável por todo alarde em torno do encerramento do festival.
O MGMT fez uma farofada lisérgica e acabou agradando!
Quem esperava um lance mais “disco”, como eu, se surpreendeu com as guitarras mais pesadas (e muitos "uá-uás") na porção inicial do show, remetendo fortemente ao meu idolatrado hard rock, e também, por vezes, o progressivo PinkFloydístico. “Pieces of What” simbolizou bem essa levada, com uma slide guitar digna de parabéns.
Mas a hora de dançar foi mesmo a melhor: com “Electric Feel” e “Time to Pretend”, a platéia que já estava de pé antes mesmo da banda começar a tocar, se sentiu agraciada de verdade. Já era hora, porque custou um pouco a engatar o frenesi.
Destaque para os covers de "Girls Just Wanna Have Fun", da memorável Cyndi Lauper e do clássico "Purple Rain, do Prince" – que, ok, foi engraçadinho, divertido, mas no final, o vocalista parecia já estar tirando com a cara da platéia. Chutou o balde mesmo. Aliás, ele e sua calcinha skinny já estava o sarro personificado desde o início... O que mais poderia superar? O bêbado do tecladista, talvez?
Bom, fecharam o show com uma dose de ironia bacaninha e carregada de nostalgia. Até que deram conta do recado… E o povo saiu feliz da vida, afinal, o orgulho em ser cool muitas vezes implica ignorar certas babaquices e defeitos que acabam absolvidos pela “licença musical” alternativa.
Quem pode, pode, né.
*** Ah, em tempo: momento serviço do blog! ***
Quem é da Grande Vitória e porventura despencar aqui de pára-quedas, não perca o filme-concerto do Arctic Monkeys amanhã! O “Arctic Monkeys at The Apollo” é um registro do show de encerramento da última turnê da banda e vai ser exibido nesta quarta-feira simultaneamente em várias salas de cinema de todo o Brasil.
Cartaz do filme (Divulgação)
Aqui em Vitória, o Cine Jardins, em Jardim da Penha foi escolhido para a estréia.
O longa tem duração de 76 minutos e a sessão começa às 21h. Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).
Corre que ainda dá tempo de comprar!
Gogol Bordello arma o circo em Vitória! [Plus: a contribuição roots de Siba]
O teatro da Universidade Federal do Espírito Santo teve suas estruturas historicamente abaladas na noite do último domingo, 26. Culpa de quem? De uma bandinha [diminutivo carinhoso, que fique claro!] alegórica formada por uns ciganos-punks energizados, com o propósito de ferver pra valer a platéia capixaba. E conseguiram com primor – será que alguém imaginava sair pingando de suor daquele lugar que inspira, a princípio, uma postura pacata?
A apresentação da Gogol Bordello, pra mim, foi o maior destaque da nossa edição do Tim Festival (e neste post me atenho apenas à local porque mesmo que eu não fosse pobre, infelizmente, não conseguiria ser ubíqua). A verdade é que no fim das contas, ninguém ficou sentado. O chão chegava a pulsar e foi lindo se sentir parte daquilo!
Bom, esse segundo dia do Tim na Ufes começou com o pernambucano Siba e a sua Fuloresta. Com sua poesia musicada, carnavalesca por essência, o carismático ex-líder da Mestre Ambrósio já parecia lançar o mote do restante da noite: muito batuque, experimentalismo e diversão.
Fidelíssimo às raízes, o músico repentista nos fez sentir por alguns instantes em pleno Recife cirandeiro: uma cantoria boa a valer, que chamava constantemente a participação dos espectadores. Pra finalizar, Siba ainda desceu do palco pra interagir diretamente com o pessoal, passando por entre as cadeiras com seus 7 companheiros de banda, veteranos artistas de rua que gostam mesmo é de uma proximidade com o público – e a recíproca foi verdadeira.
O show não foi muito longo, mas durou o suficiente para dar uma bela aquecida para o que ainda estava por vir.
E é aí que eu volto a falar do furacão gipsy inicialmente mencionado. Um show de luz e movimentos nada calculados numa atmosfera circense vertiginosa. Ô rapaz inquieto esse tal de Eugene Hütz – performático que só ele, o vocalista da banda não se contentou em ficar todo ‘melecado’ por conta própria: de uma hora pra outra, ele se deliciava em tentar molhar a platéia com o vinho [quente!] que não largou até o fim, água ou o suor do próprio corpo, só no bate-cabelo! Um nojinho que valeu a pena pelo espetáculo.
Mas ele não era o único espírito de porco em cena! Alguém me responde o que era o tio-russo-sanfoneiro-cabeludo, com um pique alucinante? Fora as “backing-vocals” japonesas com tambores e coreografias tresloucadas numa vibe ora “É o Tchan”, ora “London Parade”? Alguém entendeu aquele uniforme do Santos?
Muita informação que levou à inquietude geral dos sentidos.
Tudo lá era mesmo um baita caldeirão cultural, sonoro (rock, ska, reggae, dub) e semântico, uma colagem ‘de tudo e mais um pouco’ até poluída. Mas fascinante.
Musicalmente, eu acabei constatando algumas coisas: quem só ouviu o CD (sobretudo, o “Super Taranta!”) não pode sentir que conhece a real potência dos caras e, por outro lado, quem assistiu ao show, igual um amigo meu bem colocou, não tem como achar a mesma graça de antes com as versões de estúdio.
O ideal era que esses doidos viessem pra essas bandas daqui sempre! Mas aí eu penso que o risco seria de eles se tornarem esses “artistas” de micareta, que ninguém ouve em casa porque sabe que no show é melhor.
Ok, eu não mencionei isso de micareta à toa! Eu juro que em música, como “Tribal Connection”, eu senti uma guitarra à la Asa de Águia que Deus que me perdoe!
Em todo caso, eu não ligaria se o Hütz fosse o novo “Durval Lelis” versão punk-dos-Bálcãs. Você ligaria? Eu comprava o abadá com louvor ¬¬
No mais, aguardem por cenas dos próximos capítulos. Pra variar, a Madonna sabe farejar o que é sucesso e simplesmente solicitou os caras na turnê dela, que virá ao Brasil em Dezembro. Infelizmente, essa eu não vou poder conferir. Mas de antemão já me corrôo de inveja de quem vai estar nessa apoteose dupla! [Leia-se, como exemplo, dona Monique Tassar. HAM.]
Enquanto isso, confiram abaixo um trecho do "bis" prolongadíssimo com o qual o Gogol nos presenteou:
Obama, internet e celebridades unidos na causa
O problema é que nada está mais em VOGA do que as eleições norte-americanas (pelo menos nas pautas de certos conglomerados por aí). E ninguém está mais em VOGA nessa eleição do que Barack Obama. Ele é POP, ele é CHANGE e ainda tem um monte de celebridades fazendo campanha pró-democratas. Sarah Palin, a candidata a VP do republicano John McCain bem que tenta, mas só consegue ser alvo de boas piadas e especulações acerca do que anda vestindo em suas aparições públicas.
Barack Obama é um fenômeno ideológico, um renascimento de 'esperanças' que só o americano sabe ao certo e, antes de tudo, é um revolucionário. Não no sentido CHE da palavra, mas por, além de ser negro, sustentar um discurso que em muito se difere do mainstream da política americana.
Acabou por tornar-se uma celebridade, um ícone POP e um ímã de acessos múltiplos na rede. A maior prova dessa superpopularidade é sua foto na capa da revista Rolling Stone americana. (obrigada Seriously?, pela informação).
Com a internet e os sites de celebridades ligados 24h/dia, Obama multiplicou a renda de sua campanha graças ao apoio dos internautas e a muitos voluntários virtuais. Segundo matéria da agência AFP (Google news) , John McCain (72 anos) admitiu quem nem sabe usar um computador. [IMAGINA. Meu pai, que tem apenas três anos a menos que o candidato sabe navegar na rede com total autonomia] .
Enquanto isso, a equipe marketeira do Obama tá lá trabalhando no marketing dos bits. Hussein-Obama possui até um site de relacionamentos próprio, o mybarackobama.com, onde os simpatizantes se reúnem para trocar "aquela" idéia.
No youtube, Facebook, Twitter e My Space, Obama tem acessos superiores em muito aos de seu adversário. Na matéria da AFP, é possível checar os hits das páginas de cada candidato.
As celebridades americanas, por sua vez, aderiram à moda Obama e fazem questão de sair às ruas vestindo camisas ou exibindo adesivos em apoio ao candidato... ***UPDATE***: O globo.com fez uma galeria de fotas das celebrities vestindo a camisa do Obama!
...além disso - e graças à internet - vários integrantes de séries famosas como Gossip Girl gravaram vídeos no qual fazem campanha para Obama. No blog seriously?, há um post dedicado inteiramente a essa onda "Obama e a juventude", especificamente no seriado que fala sobre a vida da elite de Manhattan. "You know you love me, xoxo"...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Pausa na carreira?
Nesse ano, importantes nomes da música pop/rock mundial deram aquela “pausinha” no trabalho. “Para aproveitar a família, aproveitar a vida, descansar, conhecer novos lugares...” sempre as mesmas desculpas.
Quem anunciou recentemente as férias em tempo indeterminado é a cantora canadense Leslie Feist. Segundo o site da revista Rolling Stones brasileira, a moça vai encerrar as atividades no dia 10 de novembro, último dia de sua turnê. Segundo ela, “um tempo pra colocar tudo em ordem de novo e saber o que fazer em seguida. Só preciso descansar por um minuto”. Também afirmou que as pressões da indústria fonográfica e seu repentino e explosivo sucesso (mais de 15 milhões de visualizações em seu MySpace) contribuíram para essa pausa - ela já lançou três CDs. Mas, já, Feist?
Nesse ano, um grande ídolo meu anunciou que não vai mais gravar discos e que a carreira definitivamente acabou. Phil Collins, ex-baterista do Genesis e vocalista substituto do Peter Gabriel, declarou que continuará compondo, mas que não tem mais interesse em subir aos palcos nem em gravar - em 2004, ele já havia anunciado o fim das turnês. Depois de mais de 20 anos de carreira, de vários CDs como Both Sides (no qual tocou e gravou todos os instrumentos) e But Seriously, de inúmeras turnês e de um Oscar de melhor canção, para ele, chegou a hora de parar. Minhas esperanças de ver um show dele se resumiram só no DVD da última turnê – Finally... The First Farewell Tour. Confira mais sobre a aposentadoria de Phil no blog Mil Coisas.

Até o Red Hot Chilli Peppers, após 9 discos lançados, anunciou uma pausa. Motivo? Alto teor de stress após a última turnê da banda. Esses caras são outros que lançaram um álbum MARAVILHOSO. Absolutamente TODAS as músicas são boas. Creio que é só uma pausa, mesmo, para reorganizar as idéias. Depois do que vi em Stadium Arcadium, estou certa de que eles ainda rendem muito!
O My Chemical Romance também decidiu dar a tal pausa. Desses, não falo muito. Não conheço o trabalho a fundo, então, confira a matéria do IG Música aqui.
No Brasil, caso famoso é o da banda Los Hermanos. Depois de arrebatador sucesso, anunciaram há pouco mais de um ano o hiato por tempo indeterminado - parecia que a banda tinha acabado, até as palavras dos integrantes nessa matéria do G1. Marcelo Camelo já lançou o trabalho solo e, como foi dito no post anterior, Rodrigo Amarante iniciou nova parceria. Os outros dois integrantes também tomaram outros rumos, mas parece que uma reunião está a caminho.
Tanta gente boa “pausando”... Quero uma pausa, também!
*Agradecimentos especiais à Joyce, colaboradora desse e desse blog, pela informação inicial, que acabou por inspirar o post inteiro! Thank you, piniqueira.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Novíssimo começo para Amarante e sua Little Joy!

O primeiro álbum da Little Joy, homônimo, será lançado no dia 4 novembro pelo cultuadíssimo selo britânico Rough Trade (que, só a título de referência, revelou o Smiths ao mundo).
A produção fica por conta de Noah Georgeson, multi-instrumentista e grande parceiro de Devendra Banhart, cujo CD “Smokey Rolls Down Thunder Canyon”, do ano passado, teve a participação do [ex-]Hermano. Tá todo mundo em casa!
Todas as 11 músicas do trabalho são cantadas por Amarante em inglês, exceto uma, chamada “Evaporar”. Três delas já estão disponíveis no MySpace oficial da banda...
E que delícia é poder ouvi-las! De imediato, já declaro “Brand New Start” como minha preferida, com todo aquele clima de fim de tarde no Havaí. Confiram, meus caros.
*** ATUALIZAÇÃO: O CD vazou na íntegra, galera! Quem quiser, pode baixar aqui! ****
Fabrizio *suspiros*, que é brasileiro, esteve pelas bandas do Rio de Janeiro esta semana para falar da Little Joy no programa Ronca Ronca, apresentado por Maurício Valladares, da rádio OiFM carioca. Quem quiser ver um trecho da conversa, basta clicar aqui. E obrigada ao Popload por disponibilizar uma foto tão lúdica desse momento:
O bacana é que numa entrevista do Fabrizio para a revista americana Entertainment Weekly, ele deixou claro que não considera isso tudo um projeto paralelo: “eu estou colocando todo o meu coração e amor nisso agora – essa é minha banda!”. Apesar do foco total na Little Joy, o Strokes não deve permanecer estacionado: em fevereiro próximo, eles têm planos de se encontrar para reunir idéias. Mesmo morando em Los Angeles atualmente, Fabrizio garante que não perdeu o contato com os demais integrantes de Nova York. Que bom, a gente respira aliviado, by the way.
Por outro lado, quem é fã de Los Hermanos (e não é purista) está bem servido mesmo.
Depois da carreira solo mais voltada pra MPB de Marcelo Camelo, que resultou no belíssimo “Sou”, agora temos o prazer de apreciar o fofo do Amarante investindo pesado no rock 00’s. E olha que já era ótimo se embalar com sua participação, sempre bem-vinda, na festiva Orquestra Imperial.
Muitos apontam pra uma bruta cisão entre os admiradores da banda mestra (como se fosse obrigado tomar partido só por tomar) e se ocupam em comparar com alfinetadas o trabalho de ambos. Alheia a essa picuinha, estou bem é satisfeita com as novas produções e com a sonoridade diversa.
Cada um na sua, livre pra absorver finalmente as influências que mais apreciam e escolher parcerias excelentes pra tocarem seus respectivos projetos – Monique Tassar e toda sua FÚRIA que me perdoem, mas eu, por exemplo, não consigo parar de ouvir “Janta”, com a doce participação de Malluzinha! ;)
Sejam abençoados todos esses barbudos, chegados à beça numa música boa. A gente é quem ganha!
Cinepoppin’: Richard Gere e Diane Lane together again

sábado, 18 de outubro de 2008
The Killers e a sina oitentisa: cola que é sucesso!
Engraçado que o blog se propõe a falar do novo, mas o que é novo ESTÁ 80’s – tanto que tornam-se inevitáveis os posts com forte cunho nostálgico. Mas a gente adora: eu e Monique somos “oitentistas-maníacas” assumidíssimas, apesar de nossa vivência tardia e breve da década. Então pra gente tudo isso é um prato cheio!
Um exemplo bem recente dessa onda é a mais nova música de trabalho do The Killers, banda que já realiza uma mescla de glitter-pop+dance-rock desde a sua gênese. “Human”, o primeiro single do novo álbum Day&Age [que só sai no dia 24 de novembro], é uma prova de que os sons sintéticos que caracterizam a pegada 80’s dos meninos SHINING de Las Vegas estão de volta a todo vapor.
Depois de investir mais em guitarras encorpadas e distorcidas que conferiram ao último trabalho da banda (Sam’s Town, de 2006) um tom mais agressivo e melancólico, o The Killers resolve se render novamente às batidinhas eletrônicas. E a pista de dança agradece! Quem não estava morrendo de saudade de despirocar com os hits-balança-esqueleto de Hot Fuss, o álbum de estréia da banda?
Mas a banda parece não ter abandonado o que foi aprendido com a experimentação musical mais obscura, com mudança considerável de sonoridade a ponto de atingir um rock mais marcante, como em "When You Were Young", de Sam’s Town.
Essa guinada, ao mesmo tempo que gerou controvérsias (a crítica considerou um retrocesso em termos de originalidade), foi capaz de conquistar novos fãs (os que se identificavam com o tom mais denso) e de contribuir com a maturidade musical dos caras (que agora parecem ter encontrado uma fórmula perfeita nesse meio-termo entre o synthpop e o melodramático das guitarras sujas).
O resultado dessa trajetória promete estar no Day&Age, que além de “Human”, conta com as também já divulgadas “Spaceman” e “Neon Tiger”. O vocalista Brandon Flowers, em matéria da revista Rolling Stone Brasil, também acredita que as críticas e o burburinho causado em torno do trabalho da banda só a fortaleceram: “aprendemos que não dá para agradar a todo mundo. Mas nós sentimos firmeza no que fazemos, nos nossos fãs e naqueles que em breve serão convertidos”.
A pitada 80’s com maior ousadia para explorar novos sons e instrumentos também muito se deve ao produtor do álbum, Stuart Price, que já trabalhou com Madonna em Confessions on a Dancefloor – e alguém entende melhor sobre “causar” do que essa dupla?
Ouvir “Human” sem lembrar de clássicos do Depeche Mode, New Order e Duran Duran é impossível... Viva os pianinhos e os refrões-chiclete!
Tudo indica que “Are we human or are we dancer?” vai ser um questionamento nonsense que você vai amar fazer quando estremecer na balada com essa ode aos anos 80 - decadazinha viciante que tá no sangue The Killers e não dá mais pra renegar.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Lady Gaga e suas influências...
Lady GaGa - Just Dance
Lady Gaga é o nome artístico - inspirado na canção Radio GaGam do Queen - de Stefania Gabriella Germanotta, 22 anos, cantora e compositora de Dance-Pop-Eletro que faz sucesso atualmente com a música Just Dance (já foi meu toque de celular, por sinal. Hoje é Wave, do Tom Jobim). O próximo single, que já conta com videoclipe, é a música Beautiful Dirty Rich. Seu primeiro álbum, The Fame, será lançado nos EUA no dia 28 de outubro. GaGa compôs, inclusive, uma música que foi gravada por Britney Spears. Confira entrevista aqui.
Com 17 anos, ela se tornou uma dos 20 estudantes no mundo a conseguir admissão adiantada para a Tisch School of the Arts em New York. Com um contrato de gravadora garantido no aniversário de 20 anos, e escrevendo músicas para outros artistas (incluindo as Pussycat Dolls) antes do próprio álbum dela ser lançado, a carreira da Lady Gaga já estava detonando".
Essa é das minhas!
A cantora conta com referências pop que enveredaram pela inovação no visual,principalmente durante os anos 80.
David Bowie, além de toda vanguarda musical, foi um grande camaleão. Do visual english boy até as cores chocantes, pinturas, jaquetas, cabelos nas décadas de 70/80. Os terninhos com ombreiras, sempre muito coloridos, são marcas de Bowie (bem como de muitos seguidores da época) - e serviram de inspiração para a composição do visual de Lady Gaga. Não só o visual, mas também, a atitude. Lady Gaga faz momentos de mysterious girl, outros de extrema sensualidade, outros de "quero chocar". Interessante.
Na maioria de suas apresentações a cantora faz uso dos tais terninhos, sempre com ombreiras largas, calças justíssimas de vinil, coillants que deixam as pernas à mostra, óculos escuros e sapatos plataforma, muito altos.
Todos esses acessórios compõem um visual retrô-80's-sexy que muito me agrada. Todas essas referências, toda essa performance instigante - ela realmente é diferente de tanto produto pop por aí. Atitude pop como é raro ver em novas cantoras desse estilo, que tanto se reciclam, se imitam e se remedam.
O cabelo, então, é todo de megahair. Loiríssimo e com corte super marcado e reto. Já tem cantora por aí usando referência da própria Lady Gaga. Quem?
Em breve farei uma resenha sobre o álbum The Fame, o qual ainda não ouvi. Mas, sobre a música Just Dance, posso dizer que foi pensada e concebida para tocar em pistas de dança. A menina tem futuro, se conseguir se destacar no meio de tanto peixe around the radios.
Pelo visual, já chama a atenção. Agora, focar no som diferencial e conquistar uma cadeira, quem sabe, semelhante à Daft Punk. Exagero?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
E os anos 80 invadem, again!
Enfim, 2008 é mesmo o ano da invasão da música POP/Rock internacional no Brasil.
Maroon 5, 'uma tal' de McFly, todas as atrações do Tim Festival e do Planeta Terra, Ben Harper, Dave Matthews Band, Offspring, R.E.M, Deep Purple, Kaiser Chiefs, Kylie Minogue, Colbie Caillat, Joss Stone, Bob Dylan e mais gringada ainda.
O que chama a atenção, no entanto, é a quantidade de has beens - or not - da época da galerada da POLAINA.
Boy George (figurinha repetida) e também o The Cult, Iron Maiden, The Cure, Scorpions, Duran Duran, Michael Bolton, Cyndi Lauper, Queen e Paul Rodgers (esse E Paul Rodgers deve ser alguma tentativa de valorizar a banda, já que Queen sem Freddie Mercury. . .)
Ainda: Bobby McFerrin (Don't worry, be happy), Whitesnake e... ela. A rainha do Pop. A Material Girl. La Madonna. Não vou me estender além do que já falei em outro post de outro blog, mas... eu vou. (y)
Voltando aos 80's. Me amarro em Total Eclipse of the Heart - e a galera desse blog aqui também. Adoro Queen - na voz do Mercury, me empolgo horrores em churrascos e festas dançando Girls Just Wanna have Fun. O que teria, eu, para falar mal dessa invasão toda?
Não sei, me cheira como fim de carreira demais - exceto Madonna, com sua megatour around the world. Por que todos esses escolhem justamente o Brasil para fazer seus shows?
Whitesnake tem muitos fãs ainda, mas... já foi! (Is this love é minha preferida, a clássica). Duran Duran, me cheira a New Kids on the Block querendo um revival. Cyndi Lauper já cantou, já fez sucesso, mas já passou! De nenhuma forma desvalorizo o som deles, mas.. para show? Acho melhor ouvir no headphone, ou na madrugada da Antena 1!
Nem todo mundo teve a sagacidade da Madonna - ou a sua força na música e no mundo POP. Quiseram - aqui, me atenho à música - permanecer na época da saudade, na época do pirulito Zorro, do Pogobol, do permanente e de Top Gun, mas hoje - infelizmente - os tempos são outros.
E eu, que nunca consegui pular no pogobol. Infância frustrada.
Quisera eu que ainda fossem os mesmos. Tudo 'tão' mais inocente, mais cru, mais novidade, mais criança. Hoje, o que reina é... Créu/Pussypussy/JonasBrothers/Malluzinha/Micareta.
Nostalgia do que não vivi (i'm a 89's, man).
[no próximo post feito por mòi, conheça um pouco mais sobre Lady Gaga e sua ligação Bowieana].