Nada como um filme romântico no cinema para terminar um domingo.
Assustada pelas críticas de As duas faces da Lei (Righteous Kill), com Pacino e De Niro, decidi ver o filme Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe), dirigido por George C. Wolfe - baseado no best-seller de Nicholas Sparks, autor dos livros-que-viraram-filme Um ano inesquecível (A walk to remember) e O Caderno de Noah (The notebook). Como filmes, viraram Um amor para recordar e O Diário de uma Paixão.
O casal de protagonistas, interpretado por Diane Lane e Richard Gere, é figurinha repetida. Já foram casados – mas sem o romance do filme em questão. Vivem situações opostas nos longas: em Infidelidade, ela trai. Em Noites, é traída (pelo marido, não pelo príncipe da Julia Roberts).
Apenas umas ruguinhas a mais.
Uma pequena sinopse retirada do Yahoo Cinema: “Ambos interpretam pessoas cansadas, mas cada um em sua forma. Enquanto Adrienne (Diane) é uma mulher recém-divorciada que não sabe mais o que faz da vida amorosa agora que o marido a abandonou com dois filhos, Paul (Richard Gere) é um médico frio em crise com a própria profissão e sua postura egoísta em relação ao mundo. Por conta de peripécias que somente o destino e Nicholas Sparks podem imaginar, eles se encontram numa pousada paradisíaca. O resto você já sabe. Ou pelo menos tem uma idéia”. Confira a íntegra aqui.
Música "Love remains the same", parte da trilha sonora e cantada pelo [marido da Gwen Stefani] Gavin Rossdale.
Não vou fazer spoiler, mas garanto que o filme é bem água com açúcar. Normal, já que Nicholas Sparks voltou com a fórmula de Um amor para recordar, bem mais adulta e com dramas familiares um pouco mais acentuados. A transformação da protagonista se dá de forma mais íntima, não tanto “milagrosa”. A trilha sonora, por conta de Jeanine Tesori, amarra bem as cenas românticas e familiares, com um piano sobressalente, acompanhado da guitarra/violão comuns a filmes que tem como locação praias e cidades do interior.
A fotografia, por conta do brasileiro Affonso Beato, não inova muito (e nem precisa), mas garante boas cenas da bonita paisagem ao redor da casa de praia onde o filme acontece.

Uma idéia da casa - maravilhosa - onde o filme acontece.
A interpretação de Lane, sempre pertinente (ela foi indicada ao Oscar pela interpretação em Infidelidade), garante a emoção. Gere, sempre meio truncado (talvez pelas marcas de expressão da idade), insiste em fazer um personagem bem mais fechado, até nas horas em que se 'entrega à paixão' e deixa a vida o levar. Nada além do que se espera de um ator como ele, longe de ser um mestre da atuação.
No início, o filme pode dar sono. Mas, aos poucos, o telespectador vai se familiarizando e apredendo a aceitar a história, um tanto batida.
Bom programa para casais. Quem exige muito de um filme, quem gosta de um roteiro bem amarrado, melhor esperar pelo próximo de Woody Allen.
