Como prometido, aqui está!
Quer ouvir um eletro-techno-pop bem produzido e com qualidade? Ouça The Fame, álbum de début da cantora Lady GaGa. Confira meu post sobre ela aqui.
Lançado nos EUA na última quarta-feira 28, já conta com sucessos como "Just Dance" e "Poker Face", cujo clipe figura na lista dos 10 primeiros clipes do iTunes Top 100 Music Videos. Para uma iniciante pop, até que está de bom tamanho, não? Apesar de contar com muitas referências, a moça já expressa uma identidade própria e, digamos, cintilante e bem shock.
The Fame é um álbum, pra ser modesta, bem bom. Well-produced (Lady GaGa contou com a produção de RedOne, Space Cowboy, Martin Kierszenbaum e Rob Fusari) abusa dos sintetizadores, ritmos bem definidos, vocal marcado abusando de efeitos digitais (apesar de a voz de Lady GaGa ser deveras potente e aparecer bem natural em muitas faixas) e alguns recursos bem semelhantes à "Just Dance" (meio proposital a referência à música que abriu o caminho do sucesso da cantora).
Essa, portanto, é justamente a primeira faixa do álbum e o primeiro single da cantora. Dançante, marcante e que valoriza bastante sua voz. Como já disse, a música dita a linha para boa parte das faixas do álbum puxadas para o lado eletrotechnopop, na maioria das vezes com a mesma batida, com samples, backing vocal e sintetizadores em tons semelhantes. A faixa "Poker Face" é uma dessas que contém essas repetições. Será mais uma tentativa de construir a identidade? No início da música, me senti ouvindo um pouco de Double You, coleção "Top Surprise" e 7 melhores da Jovem Pan. Depois, é claro, de volta aos anos 80.
Em seguida, vem a faixa "Love Game", que rende um ótimo remix - mas que também se garante in natura. Em "Paparazzi", GaGa deixa a voz um pouco mais doce, com uma batida gostosa de ouvir. Aqui, noto mais um 90's, nessa cantoria - a música faz parte da trilha sonora da série "Gossip Girl", assim como *Update* a faixa "Poker Face". Aos 22 anos, ela ainda mantém uns resquícios de voz adolescente, que em nada atrapalha o resultado final. Na letra, a cantora brinca com a perseguição dos paparazzi, cantando uma música de tom kind of romantic, quase uma declaração de amor, em algo que não se trata em nada de uma relação amorosa. Divertido.
Em "Beautiful Dirty Rich", segundo single da cantora, há um piano bem-humorado marcando as passagens wanna-be-misterious na música. Soa pra mim como uma piadinha musical, como alguém que canta feliz por não ter dinheiro. Adorei os sintetizadores no refrão. Legal conferir o clipe: GaGa insere na parte technopop lalala a marca oitentista que sustenta no visual. Me lembra demais as músicas da Cyndi Lauper, não sei se é algo estritamente pessoal.
Na última faixa do disco, "Like it Rough", é notável a semelhança da batida com "What's On Your Mind", do Information Society. Mais anos 80, impossível. A sétima faixa, também título, "The Fame", pega uma guitarrinha safada (como diria um certo guitarrista aí), lembrando "Sex Drive" dos Stones.
Influenciada pela banda Queen, a cantora também produziu faixas puxadas para o poprock, como as ótimas "Summerboy", "Again-Again" (com uma levada de blues na batida, mas não passa disso) e "Brown Eyes", uma baladinha não tão romântica em virtude dos efeitos tttzzzzz - haja Pro Tools - na voz de GaGa. A faixa Eh Eh é uma música perfeita para a voz da Rihanna (será isso uma pena?), tanto pela parte vocal, tanto pelo ritmo. Algo que passa, quem diria, pelo reggae. Mas, com tanto sintetizador, o resultado final é mesmo uma música pop um tanto grudenta, mas que encontrará seu público.
Uma curiosidade do álbum é a faixa 8, que muda de acordo com o local de lançamento do disco. Na Europa, a música "Vanity" substitui "Money Honey", lançada no resto do mundo.
A impressão que se tem após ouvir The Fame é que Lady GaGa quis inovar, buscando referências. Quis fazer um som bacana dentro da proposta techno. É difícil achar músicas assim atualmente, que fujam da repetição do refrão e das puras batidas com um tema. Lady GaGa canta e faz dançar e cantar.
É possível perceber as claras influências do estilo 80's (confira o início de 'Boys, Boys, Boys'), aquelas batidas puxadas que dão vontade de vestir a polaina e bailar bastante. Som elétrico, enérgico, mas com uma pitada de nostalgia da época mamãe-me-teve. Um produto bem legal pra curtir sem procupações ideológicas, como eu diria. Vale a pena!
Interessou? Quer baixar? Vai no Orkut, procura a comunidade da Lady Gaga e procura pelo download. Disponibilizar esse link fez meu post ser apagado pelo Blogger no dia 03/11. Por um milagre do histórico do Mozilla consegui reaver o post e, magicamente, o mesmo foi repostado NO MESMO DIA QUE POSTEI ORIGINALMENTE. VAI ENTENDER ESSE BLOGGER MALUCO!!!!!!!!! (muitas exclamações e caps lock, alright).
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Obama, internet e celebridades unidos na causa
Um dia a Gabi falou: "política no blog, jamais"!
O problema é que nada está mais em VOGA do que as eleições norte-americanas (pelo menos nas pautas de certos conglomerados por aí). E ninguém está mais em VOGA nessa eleição do que Barack Obama. Ele é POP, ele é CHANGE e ainda tem um monte de celebridades fazendo campanha pró-democratas. Sarah Palin, a candidata a VP do republicano John McCain bem que tenta, mas só consegue ser alvo de boas piadas e especulações acerca do que anda vestindo em suas aparições públicas.
A verdade é a seguinte: nunca [na história desse país] em nenhuma campanha presidencial se viu tanta celeb envolvida. E, principalmente em relação à parte democrata, nunca a internet e os novos meios foram tão utilizados para difundir as idéias e propostas de um candidato.
Barack Obama é um fenômeno ideológico, um renascimento de 'esperanças' que só o americano sabe ao certo e, antes de tudo, é um revolucionário. Não no sentido CHE da palavra, mas por, além de ser negro, sustentar um discurso que em muito se difere do mainstream da política americana.
Acabou por tornar-se uma celebridade, um ícone POP e um ímã de acessos múltiplos na rede. A maior prova dessa superpopularidade é sua foto na capa da revista Rolling Stone americana. (obrigada Seriously?, pela informação).
Com a internet e os sites de celebridades ligados 24h/dia, Obama multiplicou a renda de sua campanha graças ao apoio dos internautas e a muitos voluntários virtuais. Segundo matéria da agência AFP (Google news) , John McCain (72 anos) admitiu quem nem sabe usar um computador. [IMAGINA. Meu pai, que tem apenas três anos a menos que o candidato sabe navegar na rede com total autonomia] .
Enquanto isso, a equipe marketeira do Obama tá lá trabalhando no marketing dos bits. Hussein-Obama possui até um site de relacionamentos próprio, o mybarackobama.com, onde os simpatizantes se reúnem para trocar "aquela" idéia.
No youtube, Facebook, Twitter e My Space, Obama tem acessos superiores em muito aos de seu adversário. Na matéria da AFP, é possível checar os hits das páginas de cada candidato.
As celebridades americanas, por sua vez, aderiram à moda Obama e fazem questão de sair às ruas vestindo camisas ou exibindo adesivos em apoio ao candidato... ***UPDATE***: O globo.com fez uma galeria de fotas das celebrities vestindo a camisa do Obama!

...além disso - e graças à internet - vários integrantes de séries famosas como Gossip Girl gravaram vídeos no qual fazem campanha para Obama. No blog seriously?, há um post dedicado inteiramente a essa onda "Obama e a juventude", especificamente no seriado que fala sobre a vida da elite de Manhattan. "You know you love me, xoxo"...
O problema é que nada está mais em VOGA do que as eleições norte-americanas (pelo menos nas pautas de certos conglomerados por aí). E ninguém está mais em VOGA nessa eleição do que Barack Obama. Ele é POP, ele é CHANGE e ainda tem um monte de celebridades fazendo campanha pró-democratas. Sarah Palin, a candidata a VP do republicano John McCain bem que tenta, mas só consegue ser alvo de boas piadas e especulações acerca do que anda vestindo em suas aparições públicas.
Barack Obama é um fenômeno ideológico, um renascimento de 'esperanças' que só o americano sabe ao certo e, antes de tudo, é um revolucionário. Não no sentido CHE da palavra, mas por, além de ser negro, sustentar um discurso que em muito se difere do mainstream da política americana.
Acabou por tornar-se uma celebridade, um ícone POP e um ímã de acessos múltiplos na rede. A maior prova dessa superpopularidade é sua foto na capa da revista Rolling Stone americana. (obrigada Seriously?, pela informação).
Com a internet e os sites de celebridades ligados 24h/dia, Obama multiplicou a renda de sua campanha graças ao apoio dos internautas e a muitos voluntários virtuais. Segundo matéria da agência AFP (Google news) , John McCain (72 anos) admitiu quem nem sabe usar um computador. [IMAGINA. Meu pai, que tem apenas três anos a menos que o candidato sabe navegar na rede com total autonomia] .
Enquanto isso, a equipe marketeira do Obama tá lá trabalhando no marketing dos bits. Hussein-Obama possui até um site de relacionamentos próprio, o mybarackobama.com, onde os simpatizantes se reúnem para trocar "aquela" idéia.
No youtube, Facebook, Twitter e My Space, Obama tem acessos superiores em muito aos de seu adversário. Na matéria da AFP, é possível checar os hits das páginas de cada candidato.
As celebridades americanas, por sua vez, aderiram à moda Obama e fazem questão de sair às ruas vestindo camisas ou exibindo adesivos em apoio ao candidato... ***UPDATE***: O globo.com fez uma galeria de fotas das celebrities vestindo a camisa do Obama!
Ryah Phillippe (é, aquele do Segundas Intenções e ex da Reese Witherspoon) e Brad Pitt na passarela.
...além disso - e graças à internet - vários integrantes de séries famosas como Gossip Girl gravaram vídeos no qual fazem campanha para Obama. No blog seriously?, há um post dedicado inteiramente a essa onda "Obama e a juventude", especificamente no seriado que fala sobre a vida da elite de Manhattan. "You know you love me, xoxo"...
A proposta do vídeo é - um absurdo aceitável, para eles - que o público-alvo da série dos garotos propaganda peça aos pais que votem em Obama. É apelo comercial demais da conta!
Se fosse na internet, Obama já era presidente. Apesar das teorias de conspiração (Obama é novo tal qual John Kennedy, tem o apoio da filha dele e, além disso, é polêmico) as pesquisas indicam que o democrata é o favorito do eleitorado. Quem leva?
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